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 Dan Brown, autor do Código da
Vinci
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Será que este livro contem factos verídicos ou
fictícios?
Em primeiro
lugar, a capa do livro refere-se ao livro como um romance, e na página que
contem os direitos de autor está escrito: "Todos os personagens e eventos
neste livro são fictícios, e qualquer semelhança a pessoas reais, vivas ou
mortas, é puramente uma coincidência." No entanto, ao longo da
historia, Dan Brown inicia o seu livro com uma página intitulada factos e
ao longo do livro apresenta vários pedaços de verdades históricas.
Consequentemente, o leitor pode pensar que as afirmações que ele faz sobre
Jesus, a Bíblia e a fé cristã são também
verídicas. |
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Será que
Cristo não é de facto Deus?
O livro de Dan
Brown contem muitas afirmações sobre a origem e o desenvolvimento do
cristianismo. Afirma que: "quase tudo o que os nossos pais contaram-nos
sobre Cristo é falso." A razão pela qual Brown faz esta declaração
gira à volta de uma reunião de bispos no ano 325 na cidade de Niceia na
Turquia. Brown declara que naquela reunião (O Concílio de Niceia) o
Vaticano criou um Cristo divino e escrituras infalíveis, que segundo
ele, eram doutrinas novas que antes nunca tinham existido.
Uma coisa é certa
- O Concílio de Niceia foi um evento muito importante na história do
cristianismo, para o qual o novo convertido Imperador Constantino chamou
300 bispos de todo o mundo. Nesse Concílio, um certo teólogo chamado
Arius propôs que Jesus não era Deus na forma humana e,
consequentemente, Brown no seu livro, supõe que todos os seguidores
de Jesus não o consideram como o próprio Deus mas apenas um grande e
poderoso profeta.
Naquele Concílio, de facto foi levado a
voto a questão da divindade de Cristo, do que resultou numa esmagadora
maioria dos participantes afirmando que Jesus Cristo era divino e apenas
dois dos bispos votarem negativamente. A convicção da divindade de
Jesus não era nova; na realidade, os documentos da Igreja Primitiva e os
testemunhos dos Pais da Igreja anteriores a Niceia confirmam que os
cristãos sempre acreditaram em Jesus como Senhor, Deus e Salvador, mesmo
em alturas em que essa crença o podia sentenciar à morte.
O Concílio de
Niceia afirmou que Deus existe em três pessoas, Deus Pai, Jesus Cristo e O
Espírito Santo - Santa Trindade- e que Cristo é Deus na carne. Estes
fundamentos da fé cristã tem-se mantido durante os séculos.
No Novo
Testamento Jesus faz declarações sobre si mesmo.
Ele disse:
'Eu e o
meu pai somos um.' (João 10.30)
'Quem me vê a mim vê o Pai.' (S. João
14.9)
'Não crês tu que eu estou no Pai, e que
o Pai está em mim?' (S. João 14.10)
Será que
existem outros evangelhos além dos do Novo Testamento?
Sem dúvida que, em 1945, foram descobertos no Egipto cinquenta
textos que continham literatura que pertencia aos Gnósticos e, entre
eles, o evangelho de Filipe, o evangelho da Verdade, e o evangelho de
Tomé.
No entanto, estes
evangelhos não são livros perdidos da Bíblia como diz o livro de Dan
Brown. São documentos nascidos de um pequeno grupo de pessoas
(Gnósticos) que acreditavam numa versão de cristianismo muito diferente da
dos primeiros cristãos, a que a igreja primitiva se opôs.
O livro de
Dan Brown está correcto quanto há existência dos evangelhos gnósticos, mas
está errado ao afirmar que eles são os mais velhos ou os mais
verídicos
da vida de
Jesus Cristo.
A razão pela qual estes textos não estão incluídos no Novo Testamento é que eles
não foram escritos pelos apóstolos (ou seus discípulos). Os autores
dos evangelhos gnósticos são desconhecidos. Além disso, os escritos dos Gnósticos foram
rejeitados porque a sua autoria era de um grupo de pessoas que não
acreditava que Jesus era Deus.
Existe evidência histórica
que os quatro evangelhos que temos no Novo Testamento se tornaram
aceitáveis muitos anos antes do que Dan Brown proclama no livro, e
o cânon completo das
Escrituras (que é a Bíblia Sagrada que usamos hoje em dia e que inclui
estes quatro evangelhos) data do segundo século.
Então, qual foi o papel de
Imperador Constantino? Por volta do ano 300 DC, cristãos
começaram a listar os livros bíblicos, mas nunca questionaram os
quatro evangelhos. Debateram sobre os livros mais complicados, como Judas
ou Apocalipse. O Imperador Constantino mandou Eusebius, o seu
bispo preferido, sancionar cinquenta cópias da Bíblia e visto que Eusebius
sabia que a tradição antiga tinha afirmado os quatro evangelhos
apostólicos, ele os confirmou como sendo evangelhos canónicos.
Consequentemente, não é verdadeiro dizer que foi o Imperador
Constantino quem legitimou os quatro evangelhos pela primeira
vez.
Será que Jesus
se casou com Maria Madalena?
Dan Brown afirma no seu livro
ser um facto histórico Jesus ter casado com Maria
Madalena. Ele afirma também que todos os homens judeus
se casaram e por isso é obvio que Jesus era casado. Mas João
Baptista não era casado, nem o Apostolo Paulo que era um Judeu muito
zeloso. De facto, Jesus exultou o valor de se ser solteiro,
especialmente para aqueles que receberam a chamada para servir Deus nas
suas vidas. (Veja o evangelho de S. Mateus 19.11-12). Para além
disso, se Jesus fosse casado o Apostolo Paulo não teria escrito o
seguinte:
'Não temos nós o
direito de levar connosco uma esposa crente como fazem os outros
apóstolos, os irmãos do Senhor e Cefas?'(1 Coríntios 9.5)
Isto demonstra claramente que os
irmãos de Jesus eram casados, mas Jesus não era. Além disto, não existe
nenhum documento que sugere que Jesus era casado. Nem sequer os
evangelhos gnósticos, ao qual 'O código de Da Vinci' refere muitas vezes,
propõe que Jesus se casou com Maria Madalena.
Então a conclusão é
que esta teoria é mera ficção literária e blasfémia.
Será que na
pintura 'A Ultima Ceia' por Leonardo de Vinci, Maria Madalena está sentada
ao lado direito de Jesus?
Neste livro está escrito que
Leonardo Da Vinci era um membro do
Priorado de
Sião, uma sociedade secreta,
que tinha conhecimento do casamento de Jesus com Maria Madalena, e que
Leonardo revela este segredo numa maneira codificada na sua pintura 'A
Ultima Ceia'. Segundo Dan Brown, naquela pintura Leonardo pintou uma
mulher sentada ao lado direito de Jesus.
Isso não é a verdade.
Historiadores de arte durante anos têm reconhecido que esta
figura é o apostolo João. O confundir-se João com uma mulher deve-se ao
facto dos artistas em Florença, onde Leonardo vivia, normalmente
pintarem o apóstolo João com uma cara afeminada por ser muito
jovem, e Leonardo apenas seguiu as
convenções da arte florentina. Também é de notar que nenhum dos
contemporâneos de Leonardo pensaram que a figura não era João mas sim uma
mulher. |
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 João Baptista, pintado
por Leonardo da Vinci |
Além disto, se a figura no lado direito de
Jesus fosse realmente Maria Madalena, isto significaria que o
apóstolo João estava ausente na pintura de Leonardo, um facto que
precisava uma boa explicação! Adicionalmente, esta pintura foi
frequentemente restaurada de uma maneira desastrosa, e portanto não
podemos ter a certeza como era de facto a pintura original.
Leonardo pintou outros
personagens Bíblicos (homens) com uma cara afeminada, incluindo João
Baptista. Esta pintura de João Baptista aqui representada
encontra-se no Louvre em Paris. |
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Será que Leonardo da
Vinci foi um membro do Priorado de Sião, uma
sociedade secreta que acreditava que Jesus e Maria Madalena
tinham uma filha?
Existiu um Priorado de
Sião na idade média, mas
não era o mesmo do qual Dan Brown se refere. Dan Brown está a
referir-se a uma sociedade secreta inventada por um francês chamado Pierre
Plantard que se baseou num mito que se desenvolveu no século
XX.
Este mito
teve origem na vila Francesa, Rennes-le-Chateau (um dos locais mencionados
no livro) a respeito do padre local Berenger Saunière (1852-1917). Várias
pessoas acreditaram que este padre tinha descoberto documentos que
descreveram o secreto casamento de Jesus com Maria Madalena. Estes
documentos alegadamente teriam sido vendidos às autoridades eclesiásticas
em Paris e consequentemente Saunière tornou-se muito rico. Pouco
depois Sauniere morreu duma trombose, o que levantou suspeitas a algumas
pessoas.
Pierre Plantard ficou a saber
deste mito através duma reunião que teve com Noel Corbu, um negociante
francês que tinha comprado a propriedade de Saunière. Corbu começou
a divulgar este mito porque tinha aberto um restaurante e queria atrair
clientes. Plantard reuniu-se com Corbu várias vezes e
consequentemente nos anos 1960 e 1970 forjou alguns documentos. O
objectivo era provar a existência da linhagem sanguínea de Jesus e Maria
Madalena desde os reis da França até a si mesmo e, como tal, ele seria um
herdeiro legítimo ao trono de França se a monarquia fosse restaurada.
Plantard e os seus sócios designaram-se como o
Priorado de
Sião e colocaram documentos
falsos em bibliotecas de França. O fraude não durou - no ano 1993,
Plantard confessou sob juramento que tinha forjado estes documentos e
foi considerado louco.
O livro de Dan Brown usa esta
fraude para tentar dar credibilidade ao seu livro, e usa também o
nome Saunière no seu livro (o curador de arte assassinado no
Louvre). A ideia de que Leonardo Da Vinci era um membro deste
alegado "Priorado de Sião"
baseia-se num dos documentos forjados por Plantard.
O que é o Santo
Graal?
O tema principal
do livro gira à volta de se saber o que é, e onde está, o Santo
Graal. A lenda popularizada desde o século doze conta que o
Santo Graal foi o cálice usado na 'Ultima Ceia', o mesmo cálice com que
José de Arimatéia apanhou o sangue de Cristo por altura
da Sua crucificação, e que depois o levou para a Inglaterra.
Historiadores não chegaram a acordo se esta lenda teve origem num mito
pagão, ou se foi inventado pelos cristãos, mas existem muitas versões
diferentes.
O livro 'O Codigo
de Da Vinci' tem uma versão diferente dos eventos, que foi primeiramente
avançada no livro 'The Holy Blood and the Holy Grail'. Esta teoria está
baseada na palavra 'Holy Grail' em francês, 'sangreal' ou 'san greal', que
podia ser igualmente 'sang real' (sangue real). Segundo esta teoria,
O Santo Graal não é um cálice, mas é a linhagem sanguínea de Jesus, e é
também o local secreto onde Maria Madalena foi enterrada pelo
Priorado de
Sião.
Para os cristãos,
não tem importância nenhuma saber-se o que sucedeu ao Santo Graal,
porque não temos nenhum interesse em objectos, mas sim em reconhecer que
Jesus deu a sua vida por nós, para nos perdoar e nos limpar dos nossos
pecados.
Então, qual é
a verdade da Bíblia sobre Jesus Cristo?
-
Jesus Cristo é Deus em forma
humana.
-
Ele é a segunda pessoa de Santa
Trindade.
-
Ele amava e ainda ama toda a
humanidade.
-
Ele é puro e todo-poderoso.
-
Ele vivia como um homem na
terra.
-
Ele, sendo inocente, morreu pelos
pecados da humanidade, ressuscitou e foi elevado aos céus.
-
Ele agora está sentado ao lado direito
de Deus Pai.
-
Ele vai voltar para julgar este
mundo.
A Sua missão na terra
foi:
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